O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou, esta tarde, que a morte de Otílio Munequele, presidente do Conselho Municipal de Alto Molócuè, na província da Zambézia, ocorreu por causas naturais.
A informação foi avançada em conferência de imprensa pelo chefe do Departamento de Comunicação e Imagem do Serviço Nacional de Investigação Criminal na Zambézia, Maximino Amílcar. Segundo explicou, os exames de medicina legal afastaram qualquer indício de intervenção externa. “O relatório confirma que não houve envenenamento, nem sinais de agressão ou qualquer outro factor externo que tenha causado a morte”, esclareceu.
De acordo com o histórico clínico analisado pelas autoridades, Otílio Munequele padecia de problemas de tensão arterial, sem acompanhamento médico regular. O relatório refere ainda que o consumo excessivo de álcool, aliado à ausência de alimentação adequada, terá contribuído para o agravamento do seu estado de saúde.
Como causas directas do óbito foram identificados edema cerebral severo, convulsões refractárias e hipoglicemia severa, quadro clínico que culminou na morte.
No dia da ocorrência, o edil encontrava-se debilitado e terá solicitado uma refeição por volta das seis horas da manhã. Cerca de duas horas depois, começou a sentir-se mal, sendo transportado para o Hospital Distrital de Alto Molócuè, onde o óbito foi confirmado.
Otílio Munequele faleceu no passado dia 12 de Fevereiro. A autópsia foi realizada a pedido da família, no dia seguinte.
por: izilda chilundo
