A CASA‑CE praticamente desapareceu do debate político angolano desde as eleições gerais de 2022, nas quais não conseguiu eleger qualquer deputado. A coligação, que já foi considerada a terceira maior força política em Angola, mantém-se formalmente ativa, mas com reduzida expressão pública.
O presidente da coligação, Manuel Fernandes, assegura que a estrutura continua a existir enquanto plataforma de concertação entre os partidos membros. Contudo, sem representação parlamentar, deixou de funcionar como coligação operacional, limitando-se à articulação interna.
No início de 2023, foram ensaiadas tentativas de reorganização e possível fusão interna, mas o processo não avançou. Para já, o futuro coletivo permanece indefinido.
Entretanto, os partidos que integravam a CASA-CE seguem caminhos próprios. O partido liderado por Fernandes, anteriormente PALMA e agora denominado Renova Angola, aposta na expansão nacional e prepara ações de mobilização política, incluindo uma campanha denominada “1+10” e encontros estratégicos na região leste do país.
Quanto à alegada dívida de cerca de 2,9 milhões de euros, tornada pública em 2023, Manuel Fernandes garante que o passivo foi resolvido, afastando preocupações financeiras.
Com as eleições gerais de 2027 no horizonte, permanece a incógnita: a CASA-CE poderá ressurgir como força política relevante ou caminha para o desaparecimento definitivo do cenário partidário angolano?
