Um grupo de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) tentou, na terça-feira (4), interromper a conferência de imprensa do líder do Partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, durante a apresentação da proposta de Reconstrução Pós-Cheias destinada às populações afetadas pelas recentes inundações.
Segundo relatos, a força policial estava fortemente armada e apoiada por blindados do tipo BTR e viaturas com jatos de água, numa ação que levantou preocupações sobre a legalidade e proporcionalidade da intervenção.
As autoridades justificaram a ação alegando que o local escolhido para a conferência seria um “órgão de soberania”. No entanto, de acordo com a Constituição da República de Moçambique, o Gabinete do Primeiro-Ministro não se enquadra nessa categoria, suscitando dúvidas sobre a legitimidade da operação.
Observadores e analistas apontam que a abordagem da polícia foi arbitrária, desproporcional e intimidatória, sobretudo por se tratar de um ato político e informativo de natureza pacífica, gerando preocupações sobre o respeito às liberdades democráticas no país.
