Um episódio de violência chocou o posto administrativo de Chiraco, no distrito de Mulevala, província da Zambézia, no dia 31 de janeiro.
Testemunhas locais relatam que um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi linchado pela população após ser identificado como participante de uma quadrilha de assaltantes. O grupo, formado por quatro indivíduos, tentou invadir uma loja de comerciantes de origem bengalesa, subtraindo dinheiro e disparando armas para intimidar os presentes.
A reação da comunidade foi imediata. Três dos suspeitos conseguiram fugir, mas o agente da PRM foi capturado pelos moradores. Surpreendentemente, a arma usada no crime pertencia à própria polícia — o mesmo equipamento destinado à proteção da população.
Além do agente linchado, outras duas pessoas foram baleadas durante a confusão. Duas vítimas foram enterradas no mesmo dia do incidente, enquanto três permanecem internadas no Hospital Distrital de Mulevala.
Fontes locais informam que o polícia era natural de Mulevala, mas estava destacado em Mocuba, e que possivelmente liderou a quadrilha, trazendo comparsas de fora para cometer o assalto em sua terra natal. Entre as vítimas mortais estava o sobrinho de um morador que confirmou os acontecimentos.
A população expressou indignação e desespero diante da crescente insegurança. “Pedimos ajuda… estamos mal”, desabafou uma testemunha, apelando para que o caso tenha repercussão nacional e que medidas sejam tomadas contra a infiltração de criminosos nas forças de segurança.
