Conteúdo local deve ser reforçado na nova fase do Mozambique LNG, defende ACLM

A Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM) manifestou satisfação pela retoma do projecto Mozambique LNG, considerando o rearranque do empreendimento um passo decisivo para a recuperação económica, social e empresarial do País, num contexto marcado por desafios prolongados e pela necessidade de relançar o crescimento nacional.

Em comunicado divulgado esta semana, a ACLM elogiou o esforço conjunto do Governo da República de Moçambique e da multinacional TotalEnergies, destacando o diálogo contínuo e as sinergias institucionais e técnicas que criaram condições para o regresso de um dos maiores projectos de investimento alguma vez implementados no País.

Segundo a associação, o relançamento do Mozambique LNG constitui um sinal claro de confiança em Moçambique, nas suas instituições e no potencial da sua economia, reafirmando o sector de petróleo e gás como um dos pilares centrais para o crescimento sustentável, a geração de receitas públicas e a dinamização do investimento privado.

A ACLM entende que esta nova etapa do projecto deve ser encarada como uma oportunidade estratégica para consolidar a política de conteúdo local, assegurando uma participação mais ampla, efectiva e qualificada das micro, pequenas e médias empresas moçambicanas ao longo de toda a cadeia de valor, desde a prestação de serviços ao fornecimento de bens e soluções técnicas.

De acordo com a organização, a inclusão das empresas nacionais não deve limitar-se a uma presença simbólica, mas traduzir-se em contratos concretos, parcerias duradouras e programas estruturados de capacitação, capazes de reforçar a competitividade do empresariado nacional e promover a criação de emprego digno e sustentável.

“O sucesso do Mozambique LNG estará directamente ligado à sua capacidade de gerar valor partilhado”, refere a associação, sublinhando a importância de a TotalEnergies e os seus parceiros adoptarem uma postura de abertura, diálogo construtivo e sensibilidade face aos desafios enfrentados pelas empresas moçambicanas, nomeadamente no acesso ao financiamento, às certificações, à tecnologia e ao cumprimento de padrões internacionais de qualidade.

Neste sentido, a ACLM defende a implementação de mecanismos progressivos, inclusivos e realistas que facilitem a integração competitiva das empresas nacionais nas cadeias de fornecimento do projecto, bem como a promoção sistemática da transferência de conhecimento e tecnologia.

Para a associação, o Mozambique LNG tem potencial para afirmar-se como um símbolo de esperança, reconstrução e crescimento económico inclusivo, contribuindo para a revitalização do tecido empresarial, a criação de oportunidades para a juventude moçambicana e o reforço da confiança dos investidores nacionais e estrangeiros.

A ACLM considera ainda que a retoma do projecto deve estar alinhada com as prioridades nacionais de desenvolvimento, com destaque para a diversificação da economia, a industrialização, o aumento da produção local e a redução da dependência de importações.

Neste quadro, a associação reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com o Governo, os operadores e os demais parceiros do projecto na concepção e implementação de políticas de conteúdo local sustentáveis, transparentes e orientadas para resultados, garantindo que os benefícios do Mozambique LNG se traduzam em ganhos concretos para os cidadãos e para a economia moçambicana.

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