O governo espanhol vai pagar 24 milhões de dólares em indemnizações às vítimas do acidente de comboio de alta velocidade ocorrido em 18 de janeiro, no município de Adamuz, perto de Córdova, sul de Espanha. O desastre resultou na morte de 45 pessoas e deixou mais de 150 feridos, tornando-se um dos acidentes ferroviários mais graves da Europa nos últimos anos e o mais letal em Espanha desde 2013.
O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Óscar Puente, na terça-feira. Segundo Puente, a decisão visa acelerar o apoio às vítimas, reconhecendo que os procedimentos legais convencionais nem sempre correspondem à urgência de uma tragédia desta dimensão.
“Sabemos que os procedimentos habituais e os prazos legais nem sempre correspondem à urgência vital de uma tragédia como esta. As vítimas não podem esperar anos para receber apoio”, afirmou o ministro.
O ministro Puente tem enfrentado pressão pública intensa desde o acidente, agravada por outros incidentes ferroviários ocorridos na mesma semana, incluindo a morte de um maquinista na Catalunha e dois acidentes menores sem vítimas mortais. O Partido Popular, principal força de oposição, chegou a exigir a demissão do responsável pelo setor.
Questionado sobre seu futuro político, Puente garantiu ter a consciência tranquila, afirmando que está a desempenhar as suas funções da melhor forma e a manter os cidadãos informados sobre a situação.
O acidente em Adamuz também afetou o serviço ferroviário suburbano catalão Rodalies, que enfrentou graves perturbações na semana passada. Muitos maquinistas recusaram-se a trabalhar devido a preocupações com segurança operacional, deixando milhares de passageiros retidos. Além disso, uma falha de software derrubou o centro de controlo do tráfego ferroviário na segunda-feira, agravando ainda mais a situação.
O governo espanhol continua a investigar as causas do acidente e a implementar medidas para garantir a segurança dos passageiros e restaurar a confiança no sistema ferroviário nacional.
