A investigação em torno da morte do administrador do Banco Comercial e de Investimento (BCI), Pedro Ferraz Correia dos Reis, poderá conhecer novos desenvolvimentos com a chegada a Maputo de uma equipa especializada proveniente de Portugal.
Desde o último fim-de-semana, inspectores da Polícia Judiciária (PJ) e técnicos do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) encontram-se na capital do país para acompanhar, de forma articulada com as autoridades locais, os trabalhos de apuramento das circunstâncias em que ocorreu o óbito.
Recorde-se que as autoridades moçambicanas classificaram a morte, registada no passado dia 19 de Janeiro, como resultante de suicídio. No entanto, essa conclusão tem sido contestada por sectores da opinião pública, nomeadamente através de uma petição online que já recolheu mais de 8.600 assinaturas, na qual são apontadas alegadas inconsistências na versão oficial dos factos.
A participação de peritos portugueses surge num contexto de crescente atenção pública e mediática em torno do caso, sendo vista como um passo destinado a reforçar a transparência e a credibilidade do processo investigativo.
As autoridades envolvidas não avançaram, até ao momento, prazos para a conclusão dos trabalhos, mantendo-se o caso sob investigação.
