Assédio sexual na UEM: Cultura de silêncio e impunidade preocupa académicos

“O assédio sexual na UEM está fora de controlo”. A afirmação, feita pela investigadora associada do Centro de Estudos Africanos (CEA), Natália Magaua, marcou o workshop sobre “Assédio Sexual: ética e deontologia profissional na gestão dos casos”, realizado nesta quarta-feira, em Maputo, pelo Centro de Coordenação dos Assuntos de Género (CeCAGe) e pelo Gabinete de Planificação, Qualidade e Estudos Institucionais (GaPQEI).

A académica denunciou a existência de docentes considerados “intocáveis”, que, apesar de múltiplas queixas, continuam impunes.

Segundo Magaua, embora a universidade disponha de um regulamento interno desde 2022, para prevenir e punir casos de assédio sexual, a sua aplicação é quase inexistente.

“Entre 2022 e 2025, não há registos de casos processados. Apenas dois tiveram desfecho formal, sem qualquer registo de advertências, suspensões ou expulsões. Estamos a cultivar uma cultura de impunidade na academia”, afirmou a investigadora associada do CEA.

Fonte Savana

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