O agravamento do conflito no Médio Oriente está a pressionar os mercados internacionais, com o preço do petróleo a registar uma forte subida, enquanto líderes europeus procuram respostas para garantir estabilidade energética.
Reunido em Bruxelas, o Conselho Europeu debate esta quinta-feira medidas para mitigar os efeitos da escalada militar na região. Em cima da mesa está a necessidade de assegurar o abastecimento de energia e conter o impacto dos preços elevados, num momento de crescente incerteza global.
Este é o primeiro encontro presencial de alto nível desde o início da ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, no final de fevereiro, e da resposta de Teerão. A crise já está a afetar diretamente o setor energético, com reflexos imediatos nas economias europeias.
No terreno, a tensão mantém-se elevada. No 20.º dia de conflito, o presidente norte-americano, Donald Trump, deixou um aviso direto ao Irão, ameaçando destruir o campo de gás de South Pars caso haja novos ataques contra infraestruturas energéticas no Qatar.
Desde 28 de fevereiro, forças dos Estados Unidos e de Israel conduzem uma ofensiva de larga escala contra o Irão. Em resposta, Teerão avançou com medidas de retaliação, incluindo o encerramento do estratégico Estreito de Ormuz e ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas e outras infraestruturas na região.
O agravamento do conflito levanta preocupações acrescidas sobre a estabilidade do fornecimento energético mundial, alimentando a volatilidade dos mercados e reforçando a urgência de soluções políticas e diplomáticas. (NM)
Por: IZILDA CHILUNDO
