gasóleo sobe 19€ desde janeiro e pressiona orçamento das famílias

 Os preços dos combustíveis continuam a agravar-se em 2026 e já têm um impacto direto e significativo no orçamento das famílias e na atividade económica. Desde o início do ano, atestar um carro a gasóleo ficou, em média, mais caro em cerca de 19 euros, enquanto no caso da gasolina o aumento ronda os 9,40 euros.

De acordo com dados da Direção-Geral de Energia e Geologia, o preço médio do gasóleo passou de 1,533 euros por litro a 1 de janeiro para 1,915 euros a 16 de março uma subida de 38,2 cêntimos. Já a gasolina simples 95 aumentou de 1,661 euros para 1,849 euros por litro no mesmo período.

Considerando um depósito médio de 50 litros, os efeitos são claros:

Gasóleo: de 76,65€ para 95,75€ (+19,10€)

Gasolina: de 83,05€ para 92,45€ (+9,40€)

Este aumento traduz-se num agravamento mensal relevante para famílias que dependem do automóvel, sobretudo num contexto de inflação ainda sensível.

Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o chamado “preço eficiente” indicador que reflete custos internacionais, logística, margens e impostos já ultrapassa os 2 euros por litro no gasóleo (2,044€) e aproxima-se desse valor na gasolina (1,929€).

Além disso, os preços atualmente praticados nos postos estão ainda abaixo desse nível de referência:

Gasolina: cerca de 3,1 cêntimos abaixo

Gasóleo: cerca de 7,1 cêntimos abaixo

Isto sugere margem para novos aumentos nas próximas semanas, caso a tendência internacional se mantenha.

Do ponto de vista económico, a subida dos combustíveis tem efeitos transversais:

Consumo privado: menor rendimento disponível, sobretudo nas classes médias e baixas

Empresas: aumento dos custos operacionais, especialmente em transporte e logística

Inflação: pressão indireta sobre preços de bens e serviços

Competitividade: setores dependentes de mobilidade podem perder margem

Para investidores e agentes económicos, a evolução dos combustíveis continua a ser um indicador crítico, não só pelo impacto direto nos custos, mas também pela sua influência na confiança e dinâmica do mercado.

Com as cotações internacionais a subir a dois dígitos nas últimas semanas, o comportamento dos combustíveis deverá continuar no radar. A manutenção desta trajetória poderá exigir respostas políticas ou ajustes no consumo, num cenário em que mobilidade e energia voltam a assumir um papel central nas decisões económicas. (NM)

Por: IZILDA CHILUNDO

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