O processo de renovação contratual entre a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e o seleccionador nacional Chiquinho Conde encontra-se actualmente suspenso, devido à falta de consenso em torno de algumas cláusulas do novo acordo.

Em causa estão duas disposições contratuais, incluindo uma cláusula de rescisão, que constam do documento já assinado pela FMF, representada pelo seu presidente, Feizal Sidat. Contudo, segundo fontes ligadas ao processo, essas cláusulas não terão sido previamente negociadas com a equipa de assessoria jurídica do treinador.

Perante esta situação, o processo negocial regressou à fase inicial, uma vez que Chiquinho Conde optou por não assinar o contrato que formalizaria a continuidade à frente da Selecção Nacional.
O técnico lidera os “Mambas” desde Outubro de 2021 e, neste momento, as partes procuram alcançar uma segunda renovação contratual, depois de já ter existido uma adenda ao primeiro acordo.
O contrato inicial previa a permanência do treinador até 30 de Junho de 2024. No entanto, em 2023 foi assinada uma adenda que permitiu prolongar o vínculo até ao final do primeiro semestre de 2024. Posteriormente, foi celebrado um novo contrato que terminou a 31 de Janeiro deste ano.

Durante o período em que esteve à frente da selecção, Chiquinho Conde conseguiu qualificar Moçambique para duas edições consecutivas do Campeonato Africano das Nações, nomeadamente CAN 2023, realizado na Costa do Marfim, e CAN 2025, em Marrocos.
Nesta última competição, os “Mambas” alcançaram um feito histórico ao conquistar a primeira vitória de sempre na prova, ao derrotarem o Selecção do Gabão por 3-2, resultado que garantiu o apuramento para os oitavos-de-final.
Durante o seu percurso, o seleccionador conduziu igualmente a equipa nacional à fase final do Campeonato Africano das Nações para Jogadores Locais 2022, realizado na Argélia, onde Moçambique venceu um encontro e alcançou os quartos-de-final.
Por: Jaime Alberto
