O Governo reconheceu a existência de falta de medicamentos em várias unidades sanitárias do país e admite que a normalização do abastecimento poderá demorar até 18 meses.
A informação foi avançada pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, que explicou que o Executivo já investiu cerca de 35 milhões de dólares na aquisição de medicamentos e outros insumos médicos para reforçar os estoques nas unidades de saúde.
No entanto, segundo o governante, os processos de aquisição, produção e distribuição dos fármacos são complexos e podem prolongar-se por até um ano e meio, o que significa que algumas unidades sanitárias poderão continuar a enfrentar limitações no acesso a determinados medicamentos.
A situação surge num momento em que pacientes de várias unidades sanitárias relatam dificuldades para obter medicamentos básicos, sendo muitas vezes obrigados a recorrer a farmácias privadas para continuar os tratamentos.
Em alguns casos, a indisponibilidade de fármacos nas unidades públicas tem levado doentes a interromper terapias, cenário que levanta preocupações sobre o impacto na saúde pública e na qualidade da assistência médica prestada à população.
Por: Joao Mbatine
